segunda-feira, 7 de julho de 2008

EÇA DE QUEIRÓS


José Maria Eça de Queirós é um dos mais conhecidos e conceituados escritores portugueses.

Tinha um extraordinário talento para transmitir as suas ideias, foi uma figura marcante e ocupa um lugar de destaque na História de Portugal. Foi filho de pais país solteiros e, nessa altura, era uma vergonha ser mãe solteira, nasceu a 21 de Novembro de 1845 e foi entregue a uma AMA que vivia em Vila do Conde.

Há quem diga que Eça sofreu imenso por se sentir rejeitado e, por isso, é que nunca escreveu nada sobre a sua infância e quase nunca falou dela, viveu com a avó num solar.

O seu primeiro professor, foi um padre que o ensinou a ler e a escrever. Aos 10 anos, com a morte da avó, vai para o Porto e estuda no colégio da Lapa, depois foi para a Universidade de Coimbra inscreveu-se no curso de direito, foi nos tempos estudante que publicou pela primeira vez um artigo na revista” Gazeta de Portugal”.

Em 1866, já formado em Direito, volta a Lisboa, inscreveu-se como advogado no Supremo Tribunal de justiça mas nunca advogou. Começou por ser jornalista e criou o seu primeiro jornal. De volta a Lisboa, fundou um clube de artistas e escritores “O Cenáculo”.

Em 1869, viaja para o Egipto que lhe serviu de inspiração e cenário para alguns capítulos do romance “A Relíquia”. A 21de Julho de 1870, foi nomeado administrador do conselho de “Leiria”, nesta cidade inicia a sua carreira de escritor, em Setembro de 1870, Eça prestou provas para cônsul e ficou em primeiro lugar.

Em 1872, partiu para Cuba como Cônsul de Portugal e aí teve dois casos com duas Americanas, uma casada e uma solteira. Em 1874 foi para Inglaterra como cônsul de Portugal, aí escreveu o seu primeiro romance “O Crime do Padre Amaro" e "O Primo Basílio”. Vem de férias a Portugal e casa-se, vai de lua de mel para “Madrid, Paris e Londres”. Neste contexto, Eça de Queirós escreveu um conto chamado A"dão e Eva no paraíso".

Em 1883, foi para Paris como cônsul de Portugal, onde viveu até à sua morte, em 1900. Dois episódios curiosos da sua vida: O Prémio D. Luís em 1887 e A Ovação em 1898.


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